ROSALEN Rachel entrevistada por ARAKI Hirotomi – outubro de 2005

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[imagens da video instalação interative The Garden of Love – Tokyo, 2005/ Clermont-Ferrand 2006]
entrevista para a REVISTA DUNE, TOKYO

Por favor, conte-me sobre seu background e sua infância.

・Estudei arquitetura e urbanismo, fiz mestrado em multimeios. Ao mesmo tem treinei várias técnicas corporais, teatro físico e dancei por muitos anos. Então meu background vem da relação do corpo com o espaço, do corpo com a cidade, dos espaço urbanos. O video e as instalações são, para mim, territorio, interface e politica. A minha infância foi bastante marcada por uma grande valorização do fazer algo para alguém, da singularidade deste fazer, deste objeto e do sentido deste ato. Sempre penso que isto deu origem a uma prática, que por ultimo, resultou na minha prática artística. Minha mãe gostava de pintar, eu tenho uma tia que também pinta. Lembro do meu prazer em ficar ao lado dela, vendo-a trabalhar, sintindo o cheiro do óleo. A minha avó materna fazia tudo em casa, as geléias, os bolos, as malhas de lã. Meu avô projetava a casa, pintava coisas, consertava as coisas. Isto talvez seja muito alemão e tenho esta raiz. Na família do meu pai, que me é mais distante, também se faziam movies e objetos em madeira, tocava-se música é uma família italiana. Estas são as imagens que mais me marcaram e eu entendo que esta experiência resultou em valores que me acompanham até hoje. Por outro lado, havia em mim uma solidão, uma impulso de independência, uma leitura de que o mundo talvez fosse um pouco tedioso. Era preciso reinventá-lo. Mas foi a morte da minha mãe, quando eu fiz 15 anos, que me fez começar a produzir. Há uma relação intrínsica entre o trabalho do artista e a morte, ao mesmo tempo que a obra é a resistência que o faz estar vivo.

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