yokubo sutra

Uma sala escura medindo 4 m². O piso elevado com três tatames e sobre este uma mesa de madeira iluminada. Na mesa, uma tigela cheia de areia e uma colher com furo no meio. Na tentativa de comer/ reter a areia usando a colher furada, provoca uma chuva areia.  Esse gesto aciona os sensores infra-vermelhos fixados nas laterais das paredes que alteram o fluxo de imagens de paisagens desérticas da projeção, sobrepondo-as em fusão, até tocar o limite de processamento suportado pela máquina a partir do qual o movimento se torna inútil, não altera nada. Inicia-se então uma esvaziamento das camadas que foram sendo sobrepostas. Ao esvaziar-se até o final, sempre resta uma camada de vídeo e o trabalho se reinicia, pronto novamente para um recomeço.

yokubo_web_corte

Chegar ou não ao limite de sobreposições de camadas aceito pela programação depende do ritmo de interação do usuário. A programação faz o gerenciamento de um banco de arquivos de áudio e vídeo.

Este projeto faz parte da série dos desertos.

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2005 _ TRANSLOCAL URBANITIES > love politics , YOKOHAMA ART MUSEUM, JAPÃO

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2005, Tokyo, Japão

música: THOMAS ROHRER (rabeca solo)
programação MAX-MSP/ Jitter: IGNÁCIO DE CAMPOS
luz, câmera: GIACOMO FAVRETTO
agradecimentos: CONTEMPORARY ART FACTORY, TOKYO

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