rachel rosalen

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# 07 ENSAIOS SOBRE A CRUELDADE


Este projeto faz parte da série projetos anti-guerra, iniciada com CORPUS URBANUS (vídeo instalação interativa sobre violência urbana), BLACK RAIN # an anti-war project – vídeo instalação interativa e ENSAIO SOBRE A CRUELDADE OU O ENCONTRO DO SR. FATZER COM A RAINHA DE COPAS - live cinema. #07 ENSAIOS SOBRE A CRUELDADE tem em origem na pesquisa sobre o núcleo insuportável e patológico que gera esta violência - pura perversão, sede de poder e crueldade. Para tratar da estupidez e mesquinhez humana, foi escolhida Alice. Inspirada nos texto de Lewis Carrol, uma personagem feminina atravessa este cenário de Guerra e discute as relações de poder e o imaginário que as sustenta.

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visitação:
1 de agosto a 21 de setembro de 2008, TEMPORADA DE PROJETOS, PAÇO DAS ARTES, SÃO PAULO, BRASIL

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projeto, direção, pesquisa, edição, finalização e performance da Alice em estúdio: RACHEL ROSALEN
música: THOMAS ROHRER [rabeca preparada e saxofone] e ANTONIO PANDA GIANFRATTI [percussão contemporânea]
figurino da Alice: SAMUEL CIRNANSK
luz e câmera: GIACOMO FAVRETTO
agradecimentos: ARLINDO MACHADO, PRISCILA ARANTES, RAFAEL MARCHETTI e SUPER-DELUXE TOKYO.

INFÂNCIA > SITUAÇÃO # 01 > FATZER FRAGMENTS


Um armário médico antigo de ferra branco com três faces de vidro contém castings de livros antigos em vários formatos feitos com areia queimada (pretos) e um LCD de 7″ emoldurado em uma caixa feita de flandres (liga metálica comumente usada para calhas). No LCD a artista realiza uma performance na qual lê trechos do texto paradigmático de Brecht “O declínio do egoísta Johann Fatzer” em alemão.

Trata da destruição da memória preservada nos livros e da produção cultural que estas publicações representam  como patrimônio da humanidade. Independente do tempo e do lugar onde estas destruições ocorreram, o que aterroriza é o fato de que essa tentativa de apagamento da memória se configura em uma ação recorrente na história da Humanidade. Todos os regimes totalitários pressupõem, para a realização de seu projeto, a negação do Outro, ou seja, do diferente; negação esta que se faz – em algumas instâncias - através da destruição simbólica do saber e da perpetuação deste ato. Isso posto, a queima de livros continentes de tal saber ter sido uma prática comum aos regimes autoritários, fascistas na sua essência

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2007_ SP-ARTE, GALERIA OESTE, SÃO PAULO, BRASIL

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2007, Basel, Suíça/ São Paulo, Brasil

texto: BERTOLT BRECHT  [trechos de O declínio do Egoísta Johann Fatzer]
gravação no estúdio da WARTECK PP, BASEL, SUÍÇA
agradecimentos: MARTINA SIEGWOLF
fotografia do objeto: GIACOMO FAVRETTO

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