INFÂNCIA > SITUAÇÃO # 01 > FATZER FRAGMENTS
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Um armário médico antigo de ferra branco com três faces de vidro contém castings de livros antigos em vários formatos feitos com areia queimada (pretos) e um LCD de 7″ emoldurado em uma caixa feita de flandres (liga metálica comumente usada para calhas). No LCD a artista realiza uma performance na qual lê trechos do texto paradigmático de Brecht “O declínio do egoísta Johann Fatzer” em alemão.
Trata da destruição da memória preservada nos livros e da produção cultural que estas publicações representam como patrimônio da humanidade. Independente do tempo e do lugar onde estas destruições ocorreram, o que aterroriza é o fato de que essa tentativa de apagamento da memória se configura em uma ação recorrente na história da Humanidade. Todos os regimes totalitários pressupõem, para a realização de seu projeto, a negação do Outro, ou seja, do diferente; negação esta que se faz – em algumas instâncias - através da destruição simbólica do saber e da perpetuação deste ato. Isso posto, a queima de livros continentes de tal saber ter sido uma prática comum aos regimes autoritários, fascistas na sua essência
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2007_ SP-ARTE, GALERIA OESTE, SÃO PAULO, BRASIL
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2007, Basel, Suíça/ São Paulo, Brasil
texto: BERTOLT BRECHT [trechos de O declínio do Egoísta Johann Fatzer]
gravação no estúdio da WARTECK PP, BASEL, SUÍÇA
agradecimentos: MARTINA SIEGWOLF
fotografia do objeto: GIACOMO FAVRETTO